
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) indicou a aliados, nesta quinta-feira (30), que aceitou o convite para integrar, como candidata a vice-presidente, a chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL) na corrida ao Palácio do Planalto. A concretização da aliança, no entanto, ainda esbarra em entraves partidários, dependendo da aprovação do PP em convenção e do aval da federação União Progressista, bloco formado por Progressistas e União Brasil.
LEIA MAIS: Até agora, Arapongas tem três candidatos confirmados à Assembleia do Paraná
Com o sinal positivo da parlamentar, o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, iniciou uma rodada de consultas aos diretórios estaduais para avaliar a viabilidade da coligação. O movimento representa um desafio interno, uma vez que a orientação predominante na federação era manter a neutralidade na disputa presidencial para resguardar acordos regionais e fortalecer candidaturas aos governos estaduais e ao Congresso. Por essa razão, membros da cúpula do partido ainda enxergam grandes dificuldades em consolidar a união com o PL.
O nome da ex-ministra é o favorito do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O dirigente avalia que a presença de Tereza Cristina na chapa fortalece a candidatura de Flávio Bolsonaro devido ao seu forte vínculo com o agronegócio, além de aumentar as chances de atrair a federação de centro-direita para a aliança. Nas últimas semanas, a senadora vinha sendo fortemente pressionada por lideranças do PL e por representantes do empresariado para aceitar a missão, chegando a balançar após recentes conversas de bastidores.
Apesar do aceno a aliados, a equipe da senadora mantém a cautela em público. Em nota, a assessoria confirmou que Tereza Cristina se reuniu com Flávio Bolsonaro na quarta-feira (29) para tratar, “pela primeira vez”, da possibilidade de composição da chapa. O comunicado classifica o encontro como produtivo, mas ressalta que nenhuma decisão definitiva foi tomada, justificando que a oficialização exige profundas avaliações políticas e pessoais, além de complexos acertos partidários.
A decisão de compor a chapa marca uma mudança de rota para a parlamentar. Há poucos dias, ela resistia à ideia sob o argumento de que preferia permanecer no Senado para disputar a presidência da Casa em 2027, motivo apontado anteriormente por Valdemar Costa Neto como o principal obstáculo para o acordo.
Natural de Campo Grande (MS), a empresária e produtora rural de 72 anos construiu uma sólida base política ligada ao setor agropecuário. Antes de assumir a liderança do PP no Senado em seu estado natal, ela atuou como deputada federal entre 2015 e 2019 e ganhou projeção nacional ao comandar o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento entre 2019 e 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
As informações são do Metrópoles.









































